quinta-feira, 22 de outubro de 2009

A quem interessa a desunião?

Vez por outra, se ouve comentários que existe uma grande separação entre Oficiais e Praças na PM. É normal, ao meu ver, que pessoas e grupos, tenham posicionamentos diferentes, até pela diferença de interesses pessoais, culturais, etc... Deve-se contudo analisar, que em determinadas organizações, existem grupos diversos, unidos por um ideal, sem perder seus referenciais individuais, tais como Militares, Grandes empresas e Religiões.

Todos esses grupos tem no seu meio subdivisões de ordem hierárquica, a saber: No meio militar - Oficiais dividem-se em superiores, intermediários e subalternos; Praças em Subtenentes e Sargentos, Cabos e Soldados. Nas Empresas - Diretoria, Gerência, Chefias de Departamentos e Funcionários. Na Igreja - Papa, Cardeais, Bispos (Arcebispos são cargos exercidos por bispos), Padres, Frades e freiras, tendo ainda nas Igrejas Evangélicas (protestantes) - Pastores e Bispos, Presbíteros, Diáconos. Ora, em todos os exemplos essa divisão em graus hierárquicos também traz dicussões, mas une a todos no objetivo comum, que é o engrandecimento coletivo, que por sua vez leva ao crescimento individual.


Por outro lado, quando escuto essas vozes que falam existir esse fosso de separação na PM, começo a lembrar que grande parte dos oficiais são filhos de praças e, grande parte das praças são por sua vez, familiares de oficiais; Lembro ainda de vários oficiais que sem ser familiares, tem amizades profícuas e respeitosas com praças e vice-versa; não posso deixar de lembrar que, mesmo tendo sido exigente no trato com a disciplina nos quartéis por onde passei, amealhei vários amigos, oficiais e praças, que ainda hoje onde me encontram, fazem questão, e também faço, de me cumprimentar como verdadeiros irmãos de armas.

Pois bem, só posso entender que tais comentários, sobre a falada separação, se é que ela existe, partem de pessoas ou grupos que entendem dessa forma se beneficiar individualmente, assumindo a (falsa) liderança da tropa, para assim ascender de alguma forma; são os falsos profetas, que plantam a discórdia e ficam à espreita, auferindo os possíveis lucros.

Os verdadeiros PMs, homens de bem e que entraram na corporação para servir ao povo, com espírito de renúncia e sabendo das limitações hierárquicas e disciplinares, como verdadeiros voluntários, só tem uma reação, o incentivo a trabalhar e estudar para ascender na carreira, como todo bom profissional, seja militar ou não, pois desconheço crescimento estribado em críticas desonestas e malediscencias; se existem ( e sabemos que existem ) maus profissionais, sejam eles oficiais ou praças, que sejam expulsos dos nossos convívios, para que a nossa instituição possa voltar a ser a casa da seriedade e da dignidade, mas não nos deixemos iludir pelos que querem se utilizar da inocência de alguns para obter lucros pessoais e, logo após esquecer aos que iludiu, para viver em gabinetes luxuosos ao lado de outros contumazes enganadores.

Força e Honra

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Violência no Rio gera questionamento sobre o tráfico de armas



Fonte: http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1144524-7823-VIOLENCIA+NO+RIO+GERA+QUESTIONAMENTO+SOBRE+O+TRAFICO+DE+ARMAS,00.html

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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Por que tantos Oficiais sem Função?

A Aopmpe está enviando documento ao Exmo. Sr. Cmt. Geral da PMPE, solicitando informações sobre os motivos pelos quais existem vários Oficiais (pincipalmente superiores) sem função, enquanto outros de posto inferior ou mais modernos exercem funções de destaque, tais como comandos de Área e de Batalhões, levando à descrença por parte dos mais modernos do instituto da hierarquia, onde é previsto que as funções devem ser distribuídas de acordo com a Antiguidade (que saudade).

A questão deve ser observada com preocupação pela oficialidade, pois não é justo que tenhamos oficiais há varios meses recebendo sem trabalhar (não por culpa dos mesmos), querendo ocupar funções mas não lhes é dada tal oportunidade; por que será? vamos refletir!!!!!

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Qualquer arma leve de alta velocidade pode ter derrubado o helicóptero, dizem especialistas

Qualquer arma leve que use projéteis de alta velocidade, como um fuzil de assalto ou uma metralhadora, pode ter derrubado o helicóptero da Polícia Militar na operação deste sábado (17) no Morro dos Macacos, zona norte do Rio de Janeiro. De acordo com especialistas em armamentos ouvidos pelo UOL Notícias, a aeronave foi derrubada porque a bala atingiu uma parte vulnerável do helicóptero.

"O alarde que estão fazendo em torno da queda, como se os bandidos tivessem uma arma supersensacional, não faz sentido. Qualquer arma de uso restrito pode ter derrubado o helicóptero. Os bandidos deram sorte de acertar em um ponto sensível. Acredito que não foi usado nenhum armamento especial, trata-se de um tiro bem colocado", disse o assessor especial da Confederação Brasileira de Tiro Prático, Frederico Monteiro.

Segundo ele, é muito difícil que uma arma leve derrube um helicóptero, mas pode acontecer. "Foi um acontecimento eventual. Os helicópteros já foram atingidos diversas vezes pelas mesmas armas e não caíram. Dificilmente um armamento desses derrubaria o helicóptero, mas houve uma união de fatores", afirmou.

O especialista em armas e especialista em Estratégia da Unicamp, coronel reformado Geraldo Cavagnari, concorda que existem muitas armas capazes de derrubar o helicóptero, que não chegam a entrar na categoria de arma pesada. Para ele, a eficiência do tiro depende do local acertado e, no caso da aeronave da PM, a bala pode ter atingido o tanque de gasolina, já que foi registrada uma explosão depois de o helicóptero pousar.

Monteiro explicou ainda que as armas usadas pelos criminosos do Rio de Janeiro são leves, mas potentes, e podem disparar de 20 a 30 balas por carregador. "São armas simples de usar. Funcionam como um revólver, mas possuem maior precisão e maior alcance. Podem alcançar 400 metros", detalhou Cavagnari.

De acordo com os especialistas, um fuzil no Brasil custa em torno de R$ 20.000 a 30.000. Mas, segundo o coronel, nos Estados Unidos, essas armas custam em torno de US$ 1.000 (cerca de R$ 1.700) e podem ser compradas por qualquer pessoa em sites de compra on-line. Aqui no Brasil, a venda de armas é controlada.























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domingo, 18 de outubro de 2009

Secretário não descarta novos confrontos no Rio

RIO DE JANEIRO - A invasão de traficantes ao Morro dos Macacos, no Rio, foi feita "aos poucos", diferentemente de outras ações do tipo, quando criminosos organizam "um bonde", composto por várias pessoas. "A população reporta que eles traficantes entraram de maneira dissimulada, aos poucos, a pé, de um em um ou de dois em dois, no máximo", informou o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, em entrevista concedida esta tarde.

Ele reconhece que novos confrontos entre traficantes pelo controle da venda de drogas podem se repetir no Rio de Janeiro.


"Claro que a disputa entre traficantes pode acontecer novamente. Não se pode descartar, trabalhamos com todas as hipóteses. Isso historicamente aconteceu. Posso afirmar que a perda de território e o enfraquecimento de determinadas facções proporcionam isso", afirmou.


Ele disse que o serviço de inteligência da polícia não consegue antecipar todas as investidas "desesperadas" do tráfico, embora "cerca de 80%" das ações criminosas sejam interceptadas. "Nós temos antecipado muito esse tipo de situação, mas dizer que isso não vai mais acontecer, que está descartada, não dá."

Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2009/10/18/secretario+nao+descarta+novos+confrontos+no+rio+8867079.html

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Governo do Rio recusa ajuda da Força Nacional

"Não há necessidade de interferência da Força Nacional para ajudar o governo do Rio no combate à criminalidade", disse o ministro da Justiça", Tarso Genro, no início da noite deste sábado. Ele fez a afirmação ao comentar o confronto entre traficantes e policiais ocorridos hoje na capital fluminense. Os tiroteios provocaram 12 mortes --entre eles dois policiais--, a explosão de um helicóptero e o incêndio de, ao menos, dez ônibus.

Tarso Genro informou que conversou com o governador do Rio, Sérgio Cabral, sobre os tiroteios entre traficantes do Morro dos Macacos, em Vila Isabel, na zona norte do Rio, o que levou a polícia a intervir no confronto. De acordo com o ministro, Cabral disse que a Polícia Militar e a Polícia Civil têm equipamentos e condições suficientes para continuar o seu trabalho, cujo sucesso não depende de mais pessoal nem de mais armamentos, mas da continuidade das ações preventivas para o enfrentamento do crime.

O ministro afirmou que acontecimentos como os de hoje podem voltar a ocorrer e não devem significar abalo para o Comitê Olímpico Internacional, que escolheu a cidade do Rio de Janeiro para sediar as Olimpíadas de 2016, ou provocar expectativas negativas em relação à realização da Copa do Mundo, em 2014 (o Rio será uma das doze cidades-sede do Mundial).

"Ao escolher a cidade, eles já tinham conhecimento do trabalho que vem sendo realizado na área da prevenção e que continuará, pois vem fazer face à omissão do Estado nas últimas décadas em relação à segurança pública', afirmou Tarso. Nos próximos anos, segundo ele, a cidade estará em melhores condições para sediar os eventos, porque os programas em execução vão preparar o Rio para recebê-los.

O governo federal poderá repor, em breve, o helicóptero destruído pelos traficantes, caso receba pedido do governo fluminense, segundo Tarso Genro. Ele afirmou que as obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e as ações do Pronasci (Programa Nacional de Segurança Pública e Cidadania) reduziram os espaços ocupados pelo tráfico de drogas. Por isso, assinalou, ocorrem fatos como os de hoje, nos quais territórios do crime começam a ser disputados por facções rivais.

Tarso Genro também se solidarizou com as famílias dos policiais mortos durante as operações.

Invasão

Os confrontos foram resultado de uma tentativa de invasão ao morro dos Macacos por traficantes do morro São João, em disputa por pontos de venda de drogas, na madrugada de hoje. O morro São João é controlado pela facção criminosa Comando Vermelho, enquanto o morro dos Macacos, pela ADA (Amigos dos Amigos).

No fim da tarde de hoje, o secretário da Segurança Pública do Estado do Rio, José Mariano Beltrame, afirmou que as inteligências das polícias Civil e Militar do Rio tiveram conhecimento de que o morro dos Macacos, na zona norte, sofreria uma tentativa de invasão de traficantes rivais durante a madrugada.

Cerco

Após os confrontos, a PM montou um gabinete de crise no Batalhão da Tijuca e montou um cerco nos morros dos Macacos e de São João. Integram o grupo o coronel Mário Sergio Duarte, coronel Marcos Jardim do 1º Comando de Policiamento de Área da Capital, coronel Robson Rodrigues do Batalhão de Choque, o coronel do Bope (Batalhão de Operações Especiais) Luiz Henrique, além dos chefes do Estado Maior, coronel Álvaro Garcia e coronel Carlos Eduardo Milagres.

Segundo a PM, um homem foi preso e um adolescente apreendido neste sábado. Mais cedo, a Polícia Militar tinha informado que o número de presos era de três.

Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u639542.shtml

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Helicóptero da PM atingido por tiros no Rj, tenta pouso e explode.

Dois policiais militares morreram durante uma explosão de um helicóptero que caiu em Sampaio após ser atingido por tiros durante um confronto entre traficantes de morros rivais numa favela da zona norte do Rio, segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública). Ao menos outros dois policiais ficaram feridos.

A aeronave foi atingida quando sobrevoava a região entre o morro dos Macacos e morro São João, na Vila Isabel. Inicialmente, a PM havia dito que a aeronave fez apenas um pouso forçado em um campo de futebol, mas segundo a SSP, o helicóptero explodiu quando ao tocar o solo.

Os feridos foram encaminhados ao Hospital da Polícia Militar. Não há informações sobre o estado de saúde das vítimas.

Um tiroteio assusta os moradores da região desde da madrugada de hoje, quando traficantes do morro São João tentaram invadir o morro dos Macacos para disputar os pontos de venda de drogas no local, de acordo com a PM.

Mais cedo, os moradores fizeram barricadas e colocaram fogo em pneus para impedir a entrada de policiais.

Policiais foram chamados por moradores, que disseram que havia dois corpos dentro da favela. No entanto, a polícia ainda não encontrou nenhum corpo.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u639418.shtml

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Sniper da PM atinge alvo com tiro de precisão no RJ

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sábado, 17 de outubro de 2009

Notícia desagradável

Tomamos conhecimento, hoje, através da imprensa, que ocorreu um sequestro na noite da terça 13/10, no município de Salgueiro, envolvendo a família (mulher e filhos) do CAP PM Marcos Vinícius, P/2 do 8 BPM, onde o mesmo teria sido obrigado a recolher e entregar aos sequestradores, vasto armamento da PMPE. Soubemos ainda que o oficial foi solto após cumprir as exigências, bem como sua família. Devem as autoridades policiais adotar todas as providências, com a urgência que o caso requer, no sentido de retomar as armas, identificar os marginais e providenciar para que eles nunca mais roubem ninguém. E que os demais bandidos pensem mais de uma vez antes de ameaçar vidas de policiais e de seus familiares, já que a vida do restante da população, é cuidada por nós. Boa noite e cuidem-se, pois o pacto pela vida tá meio quebrado, e não é por nós...


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Por que estamos aqui? (I)

Por que estamos aqui?

Senhores e Senhoras Oficiais da Polícia Militar de Pernambuco

Há bastante tempo tínhamos o propósito de fazer chegar à oficialidade algumas considerações acerca do que a nossa Corporação vem passando, sobretudo nos últimos meses (anos?).
As colocações contidas neste artigo não pretendem afrontar qualquer autoridade, fazer qualquer tipo de crítica não construtiva ou, principalmente, quebrar os pilares básicos, tradicionais e culturais da Instituição. Assim, temos a intenção de fazer algumas reflexões e trazer à baila alguns desabafos que temos ouvido através das conversas “interna corporis” e fazer, porque não, reflexões de como poderemos mudar este estado de coisas – ou procurar conviver.
Temos a convicção de que somos uma Instituição com raízes históricas, culturais e tradicionais, as quais têm servido de sustentáculo para a sua própria sobrevivência, ante as intempéries da situação político-criminal do Estado e em face de situações difíceis que a própria Policia Militar já passou, ao longo de sua existência, sobretudo nas últimas décadas. Destarte, diante de tudo que seus integrantes já passaram, vivenciaram e superaram, NÃO TEMOS O DIREITO DE NOS ACOVARDARMOS e DE NOS OMITIRMOS, no mínimo, em não FALARMOS, mesmo que as palavras não venham a satisfazer e atender a todas as tentativas de reverter o quadro que ora vislumbramos.
Nossa intenção NÃO É FALAR EM CAUSA PRÓPRIA, não. São inúmeros POLICIAIS MILITARES (Oficiais), que nos procuram, ou fazem ressoar conversas acerca da tentativa – ou mesmo do fato – de desclassificar, desvalorizar e/ou esvaziar determinadas atividades inerentes ao exercício da LIDERANÇA MILITAR, DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO E NORMAS DE ESTADO-MAIOR e, pior, do exercício de COMANDO.
Nós, Oficiais, e porque não dizer também os Praças, ingressamos na carreira policial militar em sua grande maioria porque temos (ou tínhamos) uma paixão pela Corporação. Até pouco tempo, o civil quando se referia à Polícia Militar, se referia como um sonho a ser alcançado por seus descendentes, alimentado e desenvolvido ao longo do tempo, quer tenha sido pela imagem do SOLDADO PM, ou da ACADEMIA DE POLÍCIA MILITAR. O certo é que, nós Oficiais, passamos um período de formação na Academia de Polícia Militar, onde deveríamos aprender todos os conhecimentos necessários para a realização da difícil arte de policiar.
Entretanto, neste momento, cabe-nos lembrar que, desde àquele tempo dos bancos escolares da ACADEMIA DE POLÍCIA MILITAR DE PAUDALHO, muitos problemas são ou foram ignorados, passamos por cima de diversas frustrações, pois, assimilamos e acumulamos todo um conjunto de conhecimentos que nos levariam ao Comando de Tropa e ao topo da Corporação, de forma natural e progressiva, guardando as devidas habilitações técnicas, éticas e temporais, tudo alicerçado nos vários COMPROMISSOS que fazemos ao longo da carreira, quando juramos: “...mesmo com o risco da própria vida”...
Diante deste quadro, somos integrantes de uma Instituição militar, definidos na Constituição Federal como MILITARES ESTADUAIS e não temos dúvidas disso, reconhecendo os desgastes, cobranças e obrigações naturais de tal condição e não rezingamos por isso, pois, quando ingressamos nesta carreira é justamente isso que nós buscamos - boa parte desta nossa “paixão” é alimentada justamente pelos pilares básicos da hierarquia e da disciplina, e espírito de corpo.
Como militares que somos, temos (ou deveríamos ter) um canal único de comunicação e procuramos seguir isto como doutrina de existência, aprendendo, inclusive, que as ordens superiores devem ser sempre obedecidas, mesmo que não sejam do nosso agrado ou de nossa vontade – desde que estas ordens sejam legais e justas.
Nas Unidades Operacionais quando chegamos após nos formarmos, pois é (já foi) o interesse e destino de todo Aspirante a Oficial recém formado, inspirado pelo exemplo, pela imagem da uma Instituição forte e pela perspectiva de uma carreira solidificada na independência de ideais, na neutralidade de atitudes e na imparcialidade das tendências. Se naquela época, no período de formação, desenvolvíamos um sentimento de amizade e camaradagem, o que presenciamos nos atuais dias e, pasmem, já desde a ACADEMIA, é a busca desenfreada pela estabilidade no trabalho (qualquer um) e por uma oportunidade de obtenção de estudos para alçar outros horizontes no mercado de trabalho. Se ontem éramos recebidos nas Unidades pelos laços de contemporaneidade, respeito e camaradagem, hoje a luta é por um espaço, uma acomodação ante o padrinho que lhe promova, que consiga um bom local para trabalhar ou que lhe proporcione uma boa gratificação, sob o escudo da “falsa meritocracia” e o atingimento de metas. Há estudos, inclusive, onde ficou comprovado que “cada vez que um funcionário mais antigo é substituído pelo melhor funcionário de departamento inferior, acaba tendo um efeito ruim”. Isso acontece, inclusive, porque “as pessoas acabam se afastando do seu verdadeiro talento e assumindo funções para as quais sua competência tende a ser menor”.
Retornando ao nosso caso específico, lembremos acerca do que aconteceu no Congresso Nacional através do conhecido “mensalão”! Será que os parlamentares do Brasil são leais a seus princípios? Têm convicções partidárias irrefutáveis? Assumem discursos eminentemente sustentados em posicionamentos adogmáticos e apolíticos? São independentes e livres em pensamentos e atitudes? Será que jamais se utilizam de colocações falaciosas perante a opinião pública e o eleitorado?
É lamentável saber, ouvir e perceber que policiais militares estão “vendendo” o silêncio a troco de gratificações sob o argumento demagógico e hipócrita do mero atingimento de metas estabelecidas. O que estamos assistindo são profundas modificações na Corporação e, sobretudo, nos Oficiais quando somos induzidos a ser mais egoístas, a pensar menos na coletividade e no espírito de corpo e o individualismo e o favorecimento passando a ser o foco principal. Os interesses pessoais começam a reger nossas ações e as disputas por cargos, são as regras do jogo. Até a promoção de Oficiais Intermediários e Subalternos que deveriam ser algo natural dentro do militarismo, passou a ser usada como instrumento de disputa, através do critério de “merecimento”. Nestes aspectos, começou-se a ruir, também, nas bases, fundamentos do militarismo, a hierarquia.
Por muito tempo, muito mesmo, o exercício de Comando atravessou a história da Polícia Militar de Pernambuco, encheu de ideais seus Oficiais e manteve acesa a chama da paixão por ela e a de servir à sociedade sem qualquer interesse escuso. O exercício do Comando e da Liderança eram estimulados pelas atitudes coerentes com aqueles ideais e exercidos, também, através de decisões inerentes aos Postos e ao próprio Comando. Mas até isto tem custado caro perder e manter, ser subserviente ou não, ser submisso ou ter postura livre - muitos se esquecendo que o fato de COMANDAR é assumir riscos e despojar-se de vaidades e interesses particulares. Estamos nos acostumando a ver a ética invertida, através daqueles que se dão bem e passam a fazer parte de grupos egoístas e que brigam pela preservação do status quo. Estamos nos acostumando a conhecer e a conviver com nossas mazelas e a permanecermos inertes e sofrendo com o descaso corporativo e com a falta de perspectiva de termos lideranças e representantes legítimos perante a tropa, o governo e a sociedade organizada.
Nomeação e exoneração de Comandantes, extinção e/ou esvaziamento de cargos e funções, concessão de gratificações e de licenças, movimentação de policiais militares, controle do armamento e das viaturas policiais, promoção de Oficiais, planejamento, execução e relatório das operações, controle sobre o ensino e a instrução da Corporação, perda da identidade através da ostensividade do uniforme e das viaturas. São alguns dos atributos do exercício de Comando que outrora pertenciam à Corporação, através do seu Comandante.
Precisamos resgatar a nossa história, nossas tradições, nossa dignidade e o amor pela Corporação.
Se fosse simplesmente o “controle externo” necessário e importante às organizações públicas e ao exercício legal das atribuições...mas não é. Pessoas de plantão estão adentrando na Instituição e se apoderando cada vez mais da atitude de liderar e comandar, outrora desenvolvidas de forma natural e conquistadas através da confiança e respeito mútuo sendo substituídos pelo receio da perda de cargos, pela perda de comandos e gratificações e pela necessidade de fazer propaganda política.
Não sejamos hipócritas em dizer que a questão principal não é o salário, pois nós sabemos que é. Todo o sacrifício que tem sido feito para atingir “metas”, expondo Oficiais e Praças aos perigos inerentes ao trabalho e às horas sem o convívio familiar e de lazer, seria perfeitamente suportado por todos se houvesse um reconhecimento geral sobre tal mister.
Os ensinamentos do Gen Sun Tzu em “Arte da Guerra”, já previam há mais de 5.000 anos : “VALORIZE OS SEUS SUBORDINADOS QUE ELES LHE DARÃO A VIDA”.
Esse enfraquecimento do poderio policial militar não é fruto de atitude isolada, é o resultado de um movimento sistemático destinado a que a Corporação e, por conseqüência, seus integrantes (sobretudo os Comandantes) dependam cada vez mais de verbas outras, para seus projetos corporativos e seus interesses pessoais – legítimos ou não.
Os esforços para reduzir os efeitos da violência urbana têm sido enormes e têm sacrificado milhares de policiais militares sem que se vislumbre um retorno correspondente a esse sacrifício.
Esse trabalho, nossa missão, muitas vezes recebeu (ou recebe) as insatisfações da população que, não podendo vingar-se dos verdadeiros culpados pela falta de moradia, pela saúde pública deficiente, pela falta de iluminação pública, pela falta de saneamento básico, pela educação pública de baixa qualidade, pela má distribuição de renda e outras variáveis, descarrega sua fúria naquele que está sempre pronto a servir à sociedade – o policial militar é mais visível, é a exteriorização do Estado.
É necessário confiar nos milhares de homens e mulheres que envergam o uniforme da Polícia Militar dando sua contribuição para a segurança pública com honra e honestidade, mesmo consciente de que muitas variáveis extrapolam os limites da competência da Corporação. Diante disso, qual a motivação tem o policial militar para trabalhar num cenário deste ? Qual a motivação tem o policial militar para arriscar a vida todos os dias para combater marginais ?
Não é preciso ir muito longe no tempo e no espaço para percebermos doutrinas e filosofias populistas serem empregadas e implantadas dentro da Corporação, trazendo, sobretudo, todos os seus males e conseqüências nefastas, como se os integrantes (nós) tivessem pouca memória e elevada ignorância.
De igual modo, a fidelidade tem sido negociada, enquanto o Governo divulga que cumpre metas e objetivos. Os que se opõem a esse pensamento são desprezados e desqualificados, de modo que o silêncio e a mentira sejam o reflexo da verossimilhança e a verdade seja ofuscada pelo discurso da discórdia e incompreensão.
Meus prezados Oficiais, quando, ao longo da história nós ouvimos falar ou presenciamos tamanha perda de espaço, autoridade e força da nossa POLÍCIA MILITAR?
A Corporação está tomando um caminho sem volta.
Será que ORGULHO DE SER PM é coisa de saudosista?!
Não podemos mais fingir que está tudo bem. Não podemos mais continuar trabalhando como se não confiássemos nas pessoas que estão ao nosso redor. Além disso, estaríamos mentindo, também, para nossos familiares, amigos e para a sociedade como um todo.
O que fazer ?
Como conviver ?
Como eliminar os fatores adversos e conquistar nossos intentos ?
Se Você concorda com esse estado de coisas, tudo bem você merece. Caso não concorde temos muito que conversar....

FORÇA E HONRA
ASSOCIAÇÃO DOS OFICIAIS DA POLÍCIA MILITAR

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Porque estamos aqui?

Este título foi o tema para a reunião que fizemos com a presença de 20 (vinte) oficiais da Polícia Militar de Pernambuco, na sede da Associação dos servidores do SERPRO, onde nasceu a idéia da criação da AOPMPE.
Desde então, temos utilizado a pergunta sempre como tema para reflexão, pois se não tivermos o discernimento para saber a resposta, nunca chegaremos a lugar nenhum, principalmente na nossa profissão.
Tomada a decisão de criarmos o nosso órgão de classe, começamos a perceber quão difícil é ajudar quem não quer ser ajudado, ou acha que não precisa; dentro da própria instituição, começamos a ser vistos por "alguns" que se iludem na carona do poder, como adversários e até como perigo em potencial.
Queremos deixar claro, como dissemos em nosso discurso de posse, que não temos qualquer interesse em afrontar quem quer que seja, autoridades ou pretensos "senhores da verdade", apenas queremos que a nossa Corporação volte a ter o respeito que lhe está sendo tomado, e que a nossa oficialidade tenha um órgão a quem recorrer, quando for vilipendiada ou afrontada.
Estaremos, como sempre estivemos, atentos para reagirmos à altura a cada tentativa de desmoralização, pois temos "a certeza na frente e a história na mão", como disse o poeta e não vamos descansar, pois as únicas coisas que exigimos são: Respeito, porque conquistamos com muito trabalho e dedicação ao povo pernambucano e, Consideração pela história que alguns desavisados teimam em desconstruir, mas serão vencidos em sua campanha insidiosa, pois esta história foi construída com o sangue e o suor dos nossos predecessores, que merecem a nossa consideração.
Se nada disso bastar para que os colegas se sintam convidados à resistencia, que se entreguem os nossos distintivos, que se rasguem os nossos uniformes, dos quais "eles" tem tanta inveja, e se entreguem à farra das gratificações para os que se alinham, em detrimento dos outros que trabalham tanto ou mais, pois é através desse tipo de segregação que seremos esmagados um a um, ou não se aperceberam da queda de alguns dos melhores? vai esperar ser o próximo humilhado? use a gratificação para melhorar seu padrão de vida, mas não deixe que ela entre no seu orçamento, pois ela será sua desgraça, e esse é o interesse dos que pensam em nos oprimir; ela foi criada com essa intenção, pois já dizia Maquiavel: Dividir para reinar
Pensem, usem a inteligência, pois "eles" acham que não a temos e isso será uma surpresa.
Amanhã tem mais...
Força e Honra

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Cultura

Nosso colega Hermes, Ten Cel PM - Cmt do 4 BPM, escreveu alguns contos e quatro deles foram escolhidos e publicados no site da bienal do livro. Lí e gostei, portanto indico aos colegas, leiam, vai ser no m;inimo divertido, pois todos sabem da verve humorística e da inteligência refinada do amigo Hermes.
Um forte abraço e parabéns, Hermes.

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JC ONLINE

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